A Disney perdeu uma oportunidade nos anos 90 - e agora eles são covardes demais para correr atrás.
Ontem eu assisti O Corcunda de Notre Dame e fiquei bastante surpresa. Fazia muito tempo que não assistia o filme, e ele é bem mais sombrio do que eu me lembrava. É, sem sombra de dúvidas, o filme mais sombrio do estúdio, com temas mais fortes e incômodos do que qualquer outro feito antes e depois. E, naturalmente, o filme é uma obra prima do cinema! Ele foi feito durante a era da renascença da Disney, junto de outros filmes marcantes, mas o que chama atenção nele é a ousadia.
A Disney podia adaptar muitas histórias, mas eles escolheram uma em que discriminação, luxúria e abuso de poder fazem parte do enredo do início ao fim - e, de alguma forma, ainda conseguiram manter o conteúdo assistível para crianças, mas muito profundo para adultos. Esse, meus amigos, é um risco que a Disney hoje NUNCA correria. Eles preferiam se enterrar vivos a arriscar repetir isso.
Assistindo esse filme, eu percebi que a época que a Disney adaptou o romance de Victor Hugo, era a época perfeita para eles adaptarem outra história e criar uma animação quase tão impactante quanto O Corcunda de Notre Dame. O estilo de animação, a dedicação musical, o cuidado de adaptação de material utilizado com essa história tinha tudo para ser usado novamente... com O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas.
"Ai, mas você vai falar de novo sobre o Conde de Monte Cristo?"
VOU. O blog é meu.
É o seguinte, a história tinha potencial para virar adaptação da Disney naquela época. O Conde de Monte Cristo tem traição, dualidade, vingança, drama digno de musical e até uma potencial princesa da Disney (não é a Mercedes, pelo amor).
Obviamente o enredo não poderia ser adaptado integralmente (o livro é muito grande para isso), mas a essência de uma adaptação da Disney (como vemos em O Corcunda de Notre Dame), não era ser uma adaptação super fiel dos livros, e sim colocar a "magia Disney" em histórias que tivessem temas profundos. Vai me dizer que a Disney não combina com "Todo o saber humano está nestas duas palavras: esperar e ter esperança"? Sim, combina e ninguém vai mudar a minha opinião.
Certamente a Disney transformaria a obra em um musical, e eu arrisco dizer que seria aquele musical que faria todo mundo TREMER com as músicas até os dias de hoje. A história tem muito espaço para números musicais. Uma trilha de introdução em Marselha com o navio de Edmond, parecida com Fathoms Below (A Pequena Sereia), uma música de vilão com os TRÊS vilões cantando a mesma música sobre querer destruir o Edmond, mas em lugares diferentes, um solo do Conde que representasse a "morte" de Edmond e o renascimento como Conde de Monte Cristo, um solo "princesa da Disney" para a Haydée (ELA é a princesa da história, não a Mercedes)... enfim, possibilidades infinitas.
Sem contar que a Disney iria desconstruir completamente a ideia de que "o primeiro amor é o amor verdadeiro", mostrando que, depois de tudo que Edmond e Mercedes passaram, eles não funcionavam mais juntos e ambos seguiriam em frente. Ousado, né?
É exatamente por isso que a oportunidade foi perdida.
A época de arriscar assim, foi lá nos anos 90. Agora? A Disney JAMAIS faria isso, porque voltar ao 2D seria um risco, o filme provavelmente demoraria ser feito (e eles querem lucro imediato, por isso estão fazendo tantos live actions questionáveis - ahem, Moana) e é bem possivel que eles acreditem que esse tipo de risco seria financeiramente alto, sem retorno garantido. Isso sem contar os temas pesados que o filme teria, que a Disney não iria conseguir suavizar para o público atual (que aparentemente não aguenta).
Mas a verdade, é que muita gente queria que a Disney voltasse a fazer filmes assim. Filmes que se tornaram obras de arte e clássicos, por causa do impacto geracional que tiveram.
É... infelizmente essa época já passou. Vamos nos contentar com sequências infinitas e live actions, porque a prioridade agora é só lucro rápido... mesmo que a qualidade seja questionável.
Mas, as imagens abaixo são uma ideia de como poderia ser um filme do Conde feito pela Disney dos anos 90. As imagens foram geradas por inteligência artificial, apenas para entretenimento pessoal e não são perfeitas, mas dá para ter uma ideia.
A Disney podia adaptar muitas histórias, mas eles escolheram uma em que discriminação, luxúria e abuso de poder fazem parte do enredo do início ao fim - e, de alguma forma, ainda conseguiram manter o conteúdo assistível para crianças, mas muito profundo para adultos. Esse, meus amigos, é um risco que a Disney hoje NUNCA correria. Eles preferiam se enterrar vivos a arriscar repetir isso.
Assistindo esse filme, eu percebi que a época que a Disney adaptou o romance de Victor Hugo, era a época perfeita para eles adaptarem outra história e criar uma animação quase tão impactante quanto O Corcunda de Notre Dame. O estilo de animação, a dedicação musical, o cuidado de adaptação de material utilizado com essa história tinha tudo para ser usado novamente... com O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas.
"Ai, mas você vai falar de novo sobre o Conde de Monte Cristo?"
VOU. O blog é meu.
É o seguinte, a história tinha potencial para virar adaptação da Disney naquela época. O Conde de Monte Cristo tem traição, dualidade, vingança, drama digno de musical e até uma potencial princesa da Disney (não é a Mercedes, pelo amor).
Obviamente o enredo não poderia ser adaptado integralmente (o livro é muito grande para isso), mas a essência de uma adaptação da Disney (como vemos em O Corcunda de Notre Dame), não era ser uma adaptação super fiel dos livros, e sim colocar a "magia Disney" em histórias que tivessem temas profundos. Vai me dizer que a Disney não combina com "Todo o saber humano está nestas duas palavras: esperar e ter esperança"? Sim, combina e ninguém vai mudar a minha opinião.
Certamente a Disney transformaria a obra em um musical, e eu arrisco dizer que seria aquele musical que faria todo mundo TREMER com as músicas até os dias de hoje. A história tem muito espaço para números musicais. Uma trilha de introdução em Marselha com o navio de Edmond, parecida com Fathoms Below (A Pequena Sereia), uma música de vilão com os TRÊS vilões cantando a mesma música sobre querer destruir o Edmond, mas em lugares diferentes, um solo do Conde que representasse a "morte" de Edmond e o renascimento como Conde de Monte Cristo, um solo "princesa da Disney" para a Haydée (ELA é a princesa da história, não a Mercedes)... enfim, possibilidades infinitas.
Sem contar que a Disney iria desconstruir completamente a ideia de que "o primeiro amor é o amor verdadeiro", mostrando que, depois de tudo que Edmond e Mercedes passaram, eles não funcionavam mais juntos e ambos seguiriam em frente. Ousado, né?
É exatamente por isso que a oportunidade foi perdida.
A época de arriscar assim, foi lá nos anos 90. Agora? A Disney JAMAIS faria isso, porque voltar ao 2D seria um risco, o filme provavelmente demoraria ser feito (e eles querem lucro imediato, por isso estão fazendo tantos live actions questionáveis - ahem, Moana) e é bem possivel que eles acreditem que esse tipo de risco seria financeiramente alto, sem retorno garantido. Isso sem contar os temas pesados que o filme teria, que a Disney não iria conseguir suavizar para o público atual (que aparentemente não aguenta).
Mas a verdade, é que muita gente queria que a Disney voltasse a fazer filmes assim. Filmes que se tornaram obras de arte e clássicos, por causa do impacto geracional que tiveram.
É... infelizmente essa época já passou. Vamos nos contentar com sequências infinitas e live actions, porque a prioridade agora é só lucro rápido... mesmo que a qualidade seja questionável.
Mas, as imagens abaixo são uma ideia de como poderia ser um filme do Conde feito pela Disney dos anos 90. As imagens foram geradas por inteligência artificial, apenas para entretenimento pessoal e não são perfeitas, mas dá para ter uma ideia.
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