Atualizações sobre meus novos projetos de escrita!

 



Hoje quero dar algumas atualizações sobre o meu trabalho; afinal, eu não sou uma escritora que compartilha muito do meu processo, mas falaremos disso mais tarde.

Recentemente, terminei de escrever o meu 6.º livro e foi uma sensação maravilhosa. Desde que comecei a autopublicar, eu seguia o padrão de dois livros por ano. Foram dois publicados em 2023 e dois publicados em 2024. Mas, em 2025, com a conclusão da faculdade e a exaustão do intenso processo que quatro livros em dois anos exigiram, eu acabei publicando só um. Foi um hiato grande até começar a escrever meu 6.º livro, no início de 2026.

Não lembro exatamente o mês em que comecei a escrever, mas, chutando, eu arrisco dizer que esse novo livro demorou uns 3 ou 4 meses para ser escrito. Senti que demorou mais, porque escrevi vários capítulos à mão e depois digitei. Estou animada para compartilhar mais sobre ele, porque é a minha primeira ficção cristã (contemporânea, e não fantasia como pensei que seria kkkkkkkkk). Significou muito para mim terminar essa obra, porque, sendo cristã, eu já estava me sentindo agoniada por ainda não ter feito uma ficção cristã, apesar de ter inúmeras ideias dentro desse gênero literário. Acabou que a ideia da história que escrevi foi algo que veio do absoluto zero (literalmente inspiração divina, não vejo de outra forma) e me permitiu incluir várias reflexões que tive em meus estudos bíblicos.

Quem já acompanha meu "histórico" como escritora sabe que eu não tenho nicho. Eu escrevo histórias que tenho vontade de contar, independentemente do gênero literário a que pertencem. Meu catálogo por si só já é uma evidência, pois tenho uma trilogia de ficção científica distópica, uma releitura sombria de Peter Pan e uma romantasia com mitologia grega. E nenhum desses livros é clichê (na minha visão, pelo menos), porque foram ideias muito aleatórias que um dia decidi transformar em livros.

E meu livro novo não é diferente. Ele é uma ficção cristã, mas saiu da curva em termos de história, complexidade de personagens e conflitos da narrativa. Considerando minhas narrativas anteriores, essa foi a primeira história mais "pé no chão" que escrevi. A única que, enquanto escrevia, pensei: "Isso poderia estar acontecendo com alguém na vida real".

Ainda não li a história desde que terminei de escrever. Ela está em "modo de descanso" até o mês que vem e, depois que eu ler a história para fazer a última revisão, pretendo inscrevê-la no Prêmio Kindle de Literatura — o que significa que, se eu realmente inscrever a obra, ela não terá livro físico e nem estará em outras plataformas até o final do concurso, pois é uma exigência do edital que a obra esteja exclusivamente no KDP Select em formato digital. Quando o período do concurso acabar, posso publicar o livro onde quiser, mas tudo depende de se a obra for realmente inscrita nesse concurso.

Mas, por enquanto, não estou gastando minha ansiedade com isso... porque, assim que terminei o 6° livro, veio ideia para mais uma história. E eu sei que eu deveria descansar depois de ter escrito um livro inteiro... mas não fiz isso, comecei a escrever outro, porque eu sou doida!

Meu (possível) 7.º livro, que ainda estou no comecinho, é simplesmente uma adaptação livre do meu livro favorito da vida: O Conde de Monte Cristo.

Eu li O Conde de Monte Cristo ano passado e fiquei completamente obcecada. E eu amo releituras de clássicos; afinal, meus primeiros livros publicados foram releituras de Frankenstein e Peter Pan (e no meu blog, Histórias Giullyflix, tem vários contos pequenos reimaginando contos de fadas clássicos). Recriar histórias é um exercício de escrita interessante, porque permite que você imagine um clássico atemporal com outros olhos — afinal, eles foram escritos em um tempo muito diferente.

Dito isso, minha história nova não é exatamente uma releitura de O Conde de Monte Cristo. Eu me referi a ela como adaptação livre, mas nem sei se esse é o termo apropriado, porque o que estou usando, na verdade, é a estrutura de enredo de O Conde de Monte Cristo. Várias histórias utilizam a estrutura da Jornada do Herói, que é uma estrutura já bem conhecida nesse meio. A estrutura que estou usando, no entanto, pode ser chamada de "Jornada do Vingador". O Conde de Monte Cristo é a história de retaliação mais famosa da literatura e, sempre que vemos uma história com essa proposta do protagonista que é traído e exilado injustamente, mas retorna poderoso e com sede de vingança, pode parecer releitura da obra de Alexandre Dumas, mas, muitas vezes, é uma aplicação da estrutura que se popularizou com a obra. Alguns exemplos fora da literatura são a série Revenge e a novela O Outro Lado do Paraíso. Não são releituras diretas, mas seguem a estrutura de enredo.

A minha história é basicamente isso. Ainda estou no começo dela e estou tentando desacelerar. Estava escrevendo com pressa no começo, na intenção de inscrevê-la no Prêmio Wattys (premiação anual da plataforma Wattpad), mas percebi que o prazo era muito apertado e a exigência mínima de 40K palavras me forçava a escrever muitas palavras por capítulo, o que começou a atrapalhar o meu processo criativo. Então decidi não me inscrever nesse prêmio e escrever com calma. Caso eu consiga terminá-la integralmente antes de agosto, terei mais um "cavalo" para a corrida do Prêmio Kindle.

Bom, essas foram as atualizações.  Como disse no início, eu não tenho o hábito de compartilhar o processo (embora muitos profissionais encorajem o escritor independente a fazer isso), pelo simples motivo de que isso me atrapalha. É por isso que fico pouco presente nas redes sociais. Quando você vê posts meus feitos com alguma frequência, é porque eles estavam agendados.  Dividir a atenção criativa não funciona muito comigo, porque meu processo de escrita é muito intenso. Enquanto escrevo, não consigo estar online vendo o que outras pessoas fazem, nem compartilhando meus bastidores, porque vira outra ocupação criativa, quando o meu foco de criação precisa estar 100% na escrita.

Mas, de vez em quando, atualizações como essa são bem-vindas, e faço com muito prazer dentro desse espaço que criei para meus pensamentos ficarem mais livres.

Por hoje é só. Adeus!

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